quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Imagens de uma câmera de segurança do MIT usadas para prender Aaron Swartz são divulgadas



Uma câmera de vigilância plantadas por técnicos do MIT captura o momento em que o ativista Aaron Swartz conectou em um computador da escola para baixar arquivos do JSTOR, um serviço que fornece cópias pesquisáveis ​​de periódicos acadêmicos on-line para alunos do MIT. Swartz baixou milhões de artigos e disponibilizou para todos na internet. Após ser identificado, Aaron Swartz foi preso e acusado de fraude eletrônica. Mais informações sobre o caso de Aaron. Entenda mais abaixo:

O ano de 2010 estava acabando. Na época, o Massachusetts Institute of Technology (MIT) notou que milhares de artigos acadêmicos estavam sendo baixados da base de dados online da universidade por um ponto conectado na própria rede da instituição. Mais precisamente, o download era feito a partir de um quadro de servidores localizados em um armário, onde foi instalada uma câmera para que, assim, o “ladrão” fosse pego no flagra. A câmera flagrou um rapaz de mochila. Dias depois, o rapaz, chamado Aaron Swartz, seria preso.

Aaron foi acusado de fraude de computadores, invasão de sistemas e quebra de copyright após, supostamente, ter copiado parte do acervo da biblioteca do Massachusetts Institute of Technology (MIT), o repositório Jstor, calculado em cerca de quatro milhões de documentos (os quais seriam liberados ao público pela própria Jstor). Seis meses depois, um júri o indiciava por uma série de outras acusações.

O Jstor abriu mão do processo, mas o MIT permitiu que a Justiça levasse o caso adiante. Aaron pagou US$ 100 mil de fiança e pode então enfrentar o processo em liberdade, mas sabia que uma eventual condenação poderia levá-lo a cumprir até 50 anos de prisão, além de pagar uma multa de US$ 1 milhão. Tempos antes do seu julgamento, no dia 12 de janeiro de 2013, Swartz se suicidou em Nova York, aos 26 anos. Desde então, Swartz é um mártir da causa do livre acesso à informação pela internet.

Nesta semana, em função de uma investigação da revista Wired (encabeçada pelo editor Kevin Poulsen, que exigiu documentos de Swartz ao Serviço Secreto por meio de uma versão americana da Lei de Acesso à Informação), o governo americano tornou público o vídeo capturado pela câmera instalada no MIT. As imagens mostram Swartz entrando no armário dos servidores de mochila, tirando um objeto – que supõe-se ser uma espécie de HD externo, o qual conectou a um computador – de uma caixa. Ele então fica fora do quadro da câmera, depois reaparece guardando o objeto na mochila e indo embora, sem antes averiguar se não havia ninguém do lado de fora.

Aaron Swartz era apadrinhado por Lawrence Lessig, criador das licenças Creative Commons, e chegou a trabalhar com Tim Berners-Lee, criador da World Wide Web; o jovem prodígio também colaborou na criação do padrão RSS, cofundou startups, como o Reddit, é um dos responsáveis pelo projeto Open Library e idealizador do Strongbox, projeto ativo da New Yorker para o recebimento de documentos de forma anônima.

7 comentários:

  1. Lamentável que ele tenha se suicidado.A humanidade está precisando muito de homens inteligentes,que tenham iniciativa e de bom coração.Uma bonita atitude a dele;que os anjos olhem por ele!

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