sábado, 30 de novembro de 2013

Declaração do LulzSec/Anonymous e hackativista Jeremy Hammond ao Tribunal

A seguir, declaração do LulzSec/Anonymous e hackativista Jeremy Hammond lida no Tribunal de Nova York, durante o seu julgamento, em 15 de novembro. Ele foi condenado a dez anos de prisão por se levantar e lutar pelo que ele acretida, a liberdade de informação.

''Bom dia. Obrigado por essa oportunidade. Meu nome é Jeremy Hammond e estou aqui para ser sentenciado por atividades de hacking que executei durante meu envolvimento com os Anonymous. Estou preso no Centro Correcional de Manhattan há 20 meses, e tive muito tempo para pensar sobre como explicaria minhas ações.

 Antes de começar, quero usar parte desse tempo para reconhecer e agradecer o trabalho das pessoas que me apoiaram. Quero agradecer a todos os advogados que trabalharam no meu caso: Elizabeth Fink, Susan Kellman, Sarah Kunstler, Emily Kunstler, Margaret Kunstler e Grainne O’Neill. Agradeço também a National Lawyers Guild, à Comissão de Defesa e Rede de Apoio Jeremy Hammond, aos Free Anons, à Rede de Solidariedade com os Anonymous, ao Grupo Cruz Negra Anarquista e a todos os demais que ajudaram com uma carta de apoio, escrevendo para mim, assistindo às audiências do Tribunal e divulgando minha causa e meu caso.


Agradeço também aos meus irmãos e irmãs trancafiados em prisões e aos que estão fora das prisões, ainda lutando contra o poder.

Os atos de desobediência civil e ação direta pelos quais estou sendo hoje sentenciado alinham-se todos pelos princípios de comunalidade e igualdade que guiaram minha vida. Invadi os computadores de dúzias de empresas gigantes e instituições do Estado, entendendo muito claramente que o que fazia era contra a lei, e que minhas ações podiam jogar-me diretamente numa prisão federal. Mas senti que tinha a obrigação de usar minhas habilidades e competências para expor e denunciar a injustiça – e para trazer à luz a verdade.

Poderia ter alcançado os mesmos objetivos por meios legais? Tentei de tudo, de abaixo-assinados e campanhas eleitorais a manifestações pacíficas, e descobri que os que estão no poder não querem que a verdade seja exposta. Quando dizemos a verdade ao poder, somos ignorados, no melhor dos casos; ou brutalmente reprimidos, no pior. Estamos em luta contra uma estrutura de poder que não respeita nem os seus próprios mecanismos de fiscalização e equilíbrio, imaginem se respeitam os direitos dos seus próprios cidadãos ou a comunidade internacional.

Minha iniciação política aconteceu quando George W. Bush roubou uma eleição presidencial em 2000 e, na sequência tirou vantagem das ondas de racismo e patriotismo depois do 11/9, para lançar guerras imperialistas, não provocadas, contra o Iraque e o Afeganistão. Saí às ruas para protestar, acreditando, ingenuamente, que nossas vozes seriam ouvidas em Washington e que conseguiríamos parar a guerra. Em vez disso, fomos rotulados como traidores, espancados e presos.

Fui preso por numerosos atos de desobediência civil nas ruas de Chicago, mas só em 2005 comecei a usar minhas habilidades com computadores para quebrar a lei, em ação de protesto político. Fui preso pelo FBI por invadir os computadores de um grupo de direita, pró-guerra, chamado “Protest Warrior” – organização que vendia camisetas racistas em sua página na Internet e agredia grupos antiguerra. Fui acusado, nos termos da Lei de Fraudes e Abusos por Computadores, e o “dano visado” no meu caso foi arbitrariamente calculado, multiplicando por US$500, os 5.000 cartões de crédito com os quais operava a base de dados de “Protest Warrior”, o que resultou num total de $2,5 milhões. Minha sentença foi calculada a partir desse “dano”, embora nenhum cartão de crédito tenha sido usado ou algum dado tenha sido divulgado – por mim ou por qualquer outra pessoa. Fui condenado a dois anos de cadeia.

Na prisão, vi com meus próprios olhos a feia realidade de como o sistema de justiça criminal destrói a vida de milhões de pessoas mantidas em prisões fechadas. A experiência reforçou minha oposição contra as formas repressivas de poder e a favor de agir na defesa daquilo em que cada um acredite.

Quando fui solto, estava ansioso para retomar meu envolvimento nas lutas por mudanças sociais. Não queria voltar à prisão. Então, me dediquei ao trabalho de organizar comunidades, trabalho de superfície. Mas, com o tempo, frustrei-me com as limitações das manifestações pacíficas, que me parecem reformistas e inefetivas. O governo Obama continuou as guerras no Iraque e no Afeganistão, aumentou o uso de drones e não fechou a prisão da Baía de Guantánamo.

Por essa época, eu acompanhava o trabalho de grupos como Wikileaks e Anonymous. Era inspirador e estimulante ver as ideias do hackativismo afinal dando resultados. Fiquei particularmente motivado pela ação heroica de Chelsea Manning, que revelou ao mundo as atrocidades cometidas pelos militares estadunidenses no Iraque e no Afeganistão. Ela assumiu enorme risco pessoal para vazar essa informação – porque acredita que a opinião pública tem o direito de saber, e por esperar que suas revelações seriam um passo positivo para pôr fim àqueles abusos. Fica-se com o coração apertado, só de ouvir contar sobre o tratamento cruel que ela recebeu numa prisão militar.

Refleti profunda e longamente sobre escolher outra vez esse caminho. Tive de perguntar a mim mesmo: se Chelsea Manning mergulhou no pesadelo abismal da prisão, porque lutava pela verdade, como poderia eu, de boa consciência, fazer menos que ela, já que eu era capaz? Concluí que o melhor modo de demonstrar solidariedade era dar continuidade ao trabalho de expor fatos e enfrentar a corrupção.

Aproximei-me dos Anonymous, porque acredito em ação direta, descentralizada e anônima. Naquele momento, os Anonymous estavam envolvidos em operações de apoio aos levantes da Primavera Árabe, contra a censura, e em defesa de Wikileaks. Eu tinha muito a oferecer como contribuição, incluindo competências técnicas, e podia articular melhor ideias e objetivos. Foram tempos entusiasmantes – o nascimento de um movimento digital de resistência, quando os conceitos e as competências do hackativismo estavam ganhando forma.

Interessava-me especialmente o trabalho dos hackers de LulzSec, que estavam quebrando alguns alvos importantes e iam-se tornando cada vez mais políticos. Por essa época, falei pela primeira vez com Sabu, que era muito aberto sobre as ações de hacking que ele dizia ter cometido, e estimulava os hackers a unir-se para atacar sistemas de computadores de grandes unidades do governo e de megaempresas, sob a bandeira do movimento “Anti Security”. Mas logo no início do meu envolvimento, os outros hackers de Lulzsec foram presos; restei eu, para quebrar sistemas e escrever press releases. Sabu: Hector Xavier MonsegurAdiante, eu descobriria que Sabu foi o primeiro a ser preso, e que, durante todo o tempo em que eu falava com ele, ele já era informante do FBI.

Os Anonymous também se envolveram nos estágios iniciais de Occupy Wall Street. Participei regularmente nas ruas, como militante de Occupy Chicago, e entusiasmei-me ao ver um movimento mundial de massa contra as injustiças do capitalismo e do racismo. Ao final de uns poucos meses, as “Occupations”chegaram ao fim, destruídas por ataques da Polícia e prisões em massa de manifestantes, arrancados de suas próprias praças públicas.

A repressão contra os Anonymous e o Movimento Occupy deu o tom da ação dos Antisec nos meses seguintes – a maior parte de nossas ações de hacking contra alvos da Polícia foram retaliações contra as prisões de nossos camaradas.

Eu, pessoalmente, tomei por alvo os sistemas policiais, por causa do racismo e da desigualdade com que se aplica a lei criminal. Tomei por alvo as indústrias e distribuidores de equipamentos militares e policiais, que lucram com a fabricação e a venda das armas que os EUA usam para impor seus interesses políticos e econômicos por todo o mundo, e para reprimir cidadãos estadunidenses aqui mesmo. Tomei por alvo empresas privadas de segurança da informação, porque trabalham secretamente para proteger interesses do governo e de empresas privadas, à custa de atacarem direitos civis individuais, minando e desacreditando ativistas, jornalistas e outros que trabalham para conhecer e divulgar a verdade; e porque vivem de disseminar a desinformação.

Nunca tinha ouvido falar de Stratfor, até que Sabu falou sobre eles. Sabu estava encorajando pessoas a invadir sistemas, e ajudando a facilitar e dar organização estratégica aos ataques. Chegou a fornecer-me pontos vulneráveis dos alvos, passados a ele por outros hackers. Por isso, foi grande surpresa quando soube que, durante todo o tempo, Sabu trabalhava com o FBI.

Dia 4/12/2011, Sabu foi contatado por outro hacker que já havia invadido a base de dados dos cartões de crédito de Stratfor. Sabu, então, sob o olhar atento dos agentes do governo que o estavam manipulando, levou o hack para o movimento Antisec, convidando aquele hacker para nossa sala privada de bate-papo, onde ele forneceu os links para baixar toda a base de dados dos cartões de crédito, além dos pontos iniciais de vulnerabilidade para acessar os sistemas de Stratfor.

Passei algum tempo pesquisando Stratfor e revisando a informação que nos fora fornecida, e decidi que suas atividades e a base de clientes tornavam a empresa alvo bem merecido. Achei curioso que os ricos e poderosos clientes da base de dados de Stratfor só usassem seus cartões de crédito para doar para organizações humanitárias, mas meu principal papel no ataque era obter as pastas dos e-mails privados de Stratfor, onde, tipicamente, estão os segredos mais sujos.

Demorei mais de uma semana para conseguir mais acesso aos sistemas internos de Stratfor, mas acabei entrando no servidor principal. Era tanta coisa, que precisamos de vários servidores nossos para transferir os e-mails. Sabu, que estava envolvido em todos os passos da operação, ofereceu um servidor – que ele recebera do FBI e era monitorado pelo FBI. Nas semanas seguintes, os e-mails foram transferidos, os cartões de crédito usados para doações, e os sistemas de Stratfor foram desconfigurados e destruídos.

Por que o FBI nos apresentou o hacker que descobrira a vulnerabilidade inicial e por que o FBI permitiu que ele continuasse o que havia começado são coisas que, para mim, continuam a ser um mistério total.

Resultado da ação de hacking contra os sistemas de Stratfor, conhecem-se hoje alguns dos perigos de haver uma indústria privada de inteligência sem qualquer tipo de regulação. Revelou-se através de Wikileaks e do trabalho de outros jornalistas pelo mundo, que Stratfor mantinha uma rede de informantes pelo mundo, informantes que a empresa usava para todos os tipos de atividade ilegal de vigilância, sempre a serviço de grandes empresas multinacionais.

Depois de Stratfor, continuei a quebrar outros sistemas-alvos, usando uma poderosa “zero day exploit” que me permitia acesso de administrador a sistemas que rodavam a popular plataforma Plesk de hospedagem de rede. Várias vezes, Sabu me pediu que lhe desse acesso a essa exploração. Recusei sempre. Sem ter seu próprio acesso independente, Sabu continuou a me fornecer listas de alvos vulneráveis. Invadi inúmeras páginas que ele me sugeriu, descarreguei as contas de e-mails e bancos de dados roubados no servidor FBI de Sabu; e passei a ele senhas e backdoors que permitiram que Sabu (e, portanto, também o FBI que controlava Sabu) controlassem aqueles alvos.

Essas intrusões, as quais foram todas sugeridas por Sabu quando já cooperava com o FBI, afetaram milhares de nomes de domínio; na grande maioria eram páginas oficiais de governos estrangeiros, dentre os quais XXXXXXX, XXXXXXXX, XXXX, XXXXXX, XXXXX, XXXXXXXX, XXXXXXX e XXXXXX XXXXXXX. Num caso, Sabu e eu demos informação de acesso a hackers que trabalharam para desconfigurar e destruir muitas páginas oficiais de governo em XXXXXX. Não sei como outras informações que lhes forneci podem ter sido usadas, mas penso que a coleta e o uso desses dados, pelo FBI e, portanto, pelo governo dos EUA, têm de ser investigados.

O governo hoje está celebrando minha condenação e minha prisão, na esperança de que fechará a porta e encerrará a história para sempre. Eu assumi plena responsabilidade pelos meus atos, quando me declarei culpado. Quando o governo dos EUA será forçado a responder pelos seus crimes?

Os EUA inflam a ameaça que os hackers representariam, para justificar os negócios multibilionários do complexo industrial da cibersegurança, mas, ao mesmo tempo, o próprio governo é também responsável pela mesma conduta que ele mesmo processa e condena, e diz que trabalha para prevenir. A hipocrisia da “lei e da ordem” e as injustiças causadas pelo capitalismo não podem ser“curadas” por reformas institucionais; só podem ser corrigidas por desobediência civil e ação direta. Sim, eu violei a lei. Mas acredito que às vezes as leis têm de ser violadas, para criar espaço para a mudança.

Nas palavras imortais de Frederick Douglas, “O poder não dá nada que não lhe seja exigido. Nunca deu e nunca dará. Descubra a quê algum povo submeteu-se em silêncio, e você terá a exata medida da injustiça e dos malfeitos impostos àquele povo, e a injustiça e os malfeitos continuarão, até que o povo se levante contra eles, seja com palavras seja com armas, ou com ambos. Os limites de cada tirano podem ser medidos pela capacidade de tolerar dos que eles oprimem.”

Não estou dizendo que não me arrependo de nada. Percebo que divulguei informação pessoal de gente inocente, que nada tinha a ver com as operações das instituições que tomei como alvos. Peço desculpas pela divulgação de dados que tenha ofendido pessoas e eram irrelevantes para meus objetivos. Acredito no direito individual à privacidade – contra a vigilância do Estado e contra agentes como eu; e vejo bem a ironia de eu ter-me envolvido em ataques contra esses direitos.

Meu compromisso é trabalhar para fazer desse mundo um lugar melhor para todos nós. Ainda acredito na importância do hackativismo como forma de desobediência civil, mas é hora, para mim, de mudar para outros modos de buscar a mudança. O tempo de cadeia pesa muito sobre minha família, meus amigos e a comunidade. Sei que precisam de mim em casa. Reconheço que, há sete anos, já estive à frente de um juiz federal, enfrentando acusações semelhantes, mas isso não diminui a sinceridade do que digo aqui hoje.

Custou-me muito escrever isso, para explicar minhas ações, sabendo que o que fiz – sinceramente – pode custar-me ainda mais anos de vida na cadeia. Sei que posso ser condenado a dez anos, mas espero que não seja, porque acredito que há muito trabalho a ser feito.

Mantenham-se fortes e continuem a lutar.

Jeremy Hammond

Sexta-feira, 15 de novembro de 2013.''

Para escrever a Jeremy:

Jeremy Hammond #18729-424 
MDC Brooklyn 
Post Office Box 329002 
Brooklyn, New York 11232 – EUA

Alvos fornecidas pelo FBI para Jeremy Hammond, onde FBI usou Sabu junto com o Jeremy e manipulou-os para invadir websites de governos de países pelo mundo inclusive do governo Brasileiro. Click aqui.

Nessa lista inclui o .gov.br inclusive a Corporação da Polícia Militar do Rio de Janeiro! Quando o Governo dos EUA e do FBI que é responsavel por grandes invasões de sites do governo Brasileiro vai ser julgado? Conversa entre Sabu e Havittaja.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

#Anonymous vazou dados da proprietária do veículo que abandonou o cão em uma av. em SP



foto do Google Street View

Foto do Google Street View Placa: HAB-2589

foto do Google Street View
foto do Google Street View
 NOME: MARCIA REGINA DOS SANTO
FILHA DE: MARIA LENITA DOS SANTOS E 
ANTENOR BENEDITO DA SILVA
NASCIDA: 12/09/1973
EM ITAPICURU-BA
 IDENTIDADE: 24812477 SSP SP
CNH VENCIDA, DATA DE VALIDADE 27/03/2012
CNH FORM RENACH SP: 358493846 REGISTRO RENACHO: 041154060-00 FORMULARIO CNH: 08069363-6  
CPF: 178102748-05 
Telefones:
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(11) 5673-5113
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(11) 3497-9444
(11) 5675-5916
Endereços: RUA CORVINAS, 43, CEP: 04473-290, SANTA AMÉLIA, SÃO PAULO, SP
RUA LOUIS PATEUR, 45 PARQUE REAL DIADEMA

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Anonymous atacam sites do Governo em protesto contra a caça de golfinhos - #OpKillingBay

Vários sites do Governo japonês foram alvo de um ataque cibernético por parte do Anonymous. Entre as páginas estão a do primeiro-ministro, Shinzo Abe, do Ministério da Agricultura, Pesca e Florestas, do Ministério das Comunicações e Administração Interna, bem como a página do município de Taiji, local onde são caçados os golfinhos.

“ACABEM com esta matança IMEDIATAMENTE, ou preparem-se para enfrentar a nossa ira”, foi a mensagem que os Anonymous deixaram nos sites governamentais do japão, que entretanto já foram apagadas, refere o Tokyo Times.

Na última semana os Anonymous enviaram um aviso ao Governo de Abe, onde referiam que até o dia 22 portais da internet como alvo de possíveis ataques. O ataque foi concretizado.

Todos os anos, os navios baleeiros japoneses pescam até 17 mil pequenas baleias, golfinhos e botos. O município de Taiji, na costa leste japonesa é o local onde a pesca de cetáceos é mais intensa. Estima-se que nos últimos 70 anos mais de um milhão de cetáceos foram pescados na águas japonesas.

Apesar das críticas internacionais, o Japão argumenta que este tipo de pesca é uma tradição nipónica e os japoneses são conhecidos por darem grande importância às tradições.

domingo, 24 de novembro de 2013

#NSA infectou computadores brasileiros, diz relato

A Agência de Segurança Nacional americana (NSA) contaminou 50 mil redes de computadores em dezenas de países, incluindo o Brasil. A informação é de um slide de apresentação vazado por Edward Snowden e publicado pela agência de notícias holandesa  NRC.

Segundo o noticiário, a NSA usou um programa maligno, que foi inoculado em computadores para furtar informações deles. O slide publicado mostra um mapa com pontos onde esse tipo de ação teria sido realizado.

Curiosamente, no Brasil, os pontos assinalados parecem se concentrar nas regiões Norte, Nordeste e Centro Oeste, deixando livres o Sul e Sudeste. É possível que quem desenhou o mapa não tenha se preocupado em posicionar os marcadores de forma precisa, distribuindo-os de forma um tanto descuidada pelo país.

Não é a primeira vez que afloram informações sobre o uso de malware pela NSA. O site oficial da agência tem uma página que menciona suas operações de ciberguerra. Ela lista três tipos de ação: ataque direto a redes de computadores, defesa contra ataques e invasão de redes.

Este último tipo é descrito assim: “Ações de apoio e coleta de informações por meio de redes de computadores que exploram dados obtidos de sistemas de informação de alvos ou inimigos”. É uma descrição confusa, mas compatível com o emprego de programas malignos para obter informações.

Em agosto, o jornal Washington Post publicou uma reportagem sobre uma divisão da NSA chamada Tailored Access Operations (TAO). Esse departamento teria uma tropa de elite de 600 hackers dedicados a operações de ciberguerra.

O jornal cita informações de ex-agentes da NSA. Um deles diz ter comandado uma equipe de 14 hackers que realizaram 54 mil invasões para a agência. Se o número for verdadeiro, imagine quantos ataques devem fazer os 600 agentes da TAO.

sábado, 23 de novembro de 2013

Protestos no dia de luta dos professores na Turquia na cidade de Ankara!

Houve repressão policial e sete manifestantes ficaram feridos. Uma professora sofreu trauma cerebral devido ao impacto de um botijão de gás disparado pela polícia.





Algumas fotos do protesto




quinta-feira, 21 de novembro de 2013

EUA tentam frear na ONU proposta de Brasil e Alemanha contra espionagem


Brasil e Alemanha apresentaram, hoje, uma proposta de resolução anti-espionagem à ONU. O documento será analisado pelo Comitê de Direitos Humanos na próxima Assembleia Geral.

A proposta invoca o artigo 12 da Declaração Universal dos Direitos Humanos e também o artigo 17 do Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos, que falam do direito à privacidade, para argumentar que "o reconhecimento do exercício do direito à privacidade é importante para a concretização da liberdade de expressão e opinião sem interferência, que é um dos pilares da sociedade democrática".

O documento condena a vigilância de Estados sobre cidadãos e conclama todos os Estados-membros da ONU a proteger o direito à privacidade nas comunicações online; a adotar medidas que combatam a violação de direitos de expressão à luz dos direitos humanos; a rever procedimentos de vigilância, interceptação e coleta de dados e a manter uma postura transparente em assuntos que envolvam vigilância interna de comunicações.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Ativistas do Occupy compram dívidas pessoais no mercado e perdoam endividados

O movimento Occupy Wall Street luta contra distorções sociais e econômicas provocadas, na visão do grupo, pela ganância do mercado financeiro, mas ativistas do grupo resolveram entrar justamente no mercado que criticam para defender pessoas consideradas em situação vulnerável.

Um grupo de ativistas do movimento está comprando papéis no mercado secundário de dívidas nos Estados Unidos e perdoando os endividados.

"Nos Estados Unidos, muitas pessoas estão se endividando para lidar com as necessidades básicas da vida", explica Ann Larson, ativista do grupo Strike Debt, formado a partir do Occupy Wall Street.

"Por exemplo quando as pessoas são hospitalizadas e não possuem plano de saúde, ou sem cobertura boa o suficiente, elas recebem uma conta. E se elas não conseguem pagar essa conta, o credor vende esta dívida em um mercado secundário de dívida."

É nesta transação que grandes lucros são realizados, diz Larson. As dívidas são vendidas por valores muito pequenos – em uma proporção que chega a cinco centavos por cada dólar devido.

Com isso, o credor original – como o hospital, ou o banco que o representa – recebe apenas uma fração do que é devido, mas o dinheiro é pago imediatamente. Para lucrar, o novo credor cobra a dívida no seu valor original diretamente da pessoa que não conseguiu pagar suas contas.

"Um coletor da dívida aparece e começa a assediar a pessoa, para fazê-la pagar a dívida", diz a ativista.

"O que nós fazemos: nós entramos neste mercado de dívidas e compramos as dívidas. Mas em vez de assediar os devedores, nós perdoamos a dívida."

O dinheiro foi arrecadado pelo Strike Debt através de uma campanha pedindo doações. A meta original do grupo para o mês de novembro de 2012 era juntar US$ 50 mil, que seriam suficientes para perdoar cerca de US$ 1 milhão em dívidas pessoais.

Larson conta que a meta foi cumprida em apenas um dia. Desde então, eles arrecadaram dez vezes este valor. Com os US$ 400 mil já somados, ela diz que foram quitadas e perdoadas dívidas pessoais no valor de US$ 14 milhões, muitas delas no setor de saúde.

Como as dívidas são vendidas por valores muito baixos no mercado secundário, uma pequena quantia em doações é suficiente para perdoar altas somas emprestadas.

Inicialmente o cálculo feito pelo Strike Debt é de que cada dólar arrecadado perdoaria US$ 20 em dívidas. Mas em muitos casos, eles conseguiram proporções ainda mais favoráveis.

"Nós não tínhamos ideia de que seríamos tão bem-sucedidos", diz Larson.

'Brilhante'

A ideia faz parte de um dos conceitos do movimento Occupy em todo o mundo – o de "Jubileu da Dívida", que consiste em fazer campanha para que empréstimos tomados por pessoas e instituições mais frágeis na sociedade não precisem ser devolvidos a credores ricos.

A iniciativa do Strike Debt recebeu elogios até mesmo no mercado financeiro – tido como alvo principal dos ativistas.

Para o diretor de renda fixa do Banco de Investimentos Espírito Santo em Londres, Marcus Ashworth, a ideia é "brilhante".

Mas ele faz uma ressalva sobre a escala e os efeitos de longo prazo desta iniciativa.

"Quando o mercado perceber que existe um comprador lá fora, infelizmente os preços [das dívidas] vão se ajustar [e subir]. Mas se isso for mantido em uma escala relativamente pequena [como agora], isso pode ser muito útil", disse Ashworth à BBC.

"Como tem funcionado até este momento, a ideia é brilhante."

Ele também acredita que a iniciativa está funcionando bem nos Estados Unidos porque o mercado secundário usado para negociar dívidas pessoais é bem-estabelecido no país, e com regras sólidas.

Lá, este tipo de empréstimo é conhecido como "Ninja Loans" – ninja é uma abreviatura de "No Income, No Job, (No) Assets" (sem renda, sem emprego e sem ativos). São empréstimos de alto risco, e que justamente por isso produzem taxas de retorno enormes.

Para o endividado, esse tipo de renegociação permite que as pessoas mantenham um certo padrão de vida relativamente confortável enquanto trabalham para sair da situação de insolvência.

Mas segundo Ashworth, esse tipo de mercado não se desenvolveu tão bem em outros lugares, como na Europa, e por isso a iniciativa pode não ser bem-sucedida se exportada para outros países.

"As leis aqui na Grã-Bretanha e na Europa são muito mais duras, então é mais difícil deixar suas dívidas simplesmente para trás. Portanto o valor da dívida aqui é maior."

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

#Anonymous vaza dados do vereador que deu soco no rosto de adolescente em manifestação



NOME COMPLETO: FABIO FERREIRA DIAS MARCONDES
CPF 758920731-49
MAE: ANA MARIA FERREIRA DIAS MARCONDES
PAI: ANTONIO RAMAO MARCONDES CARVALHO
NASCIMENTO 15/06/1976 CAMPO GRANDE- MS
IDENTIDADE 8300OAB-MS 
CNH REGISTRO RENACH 002739962-51 FORM CNH: 55107253-8  
ENDEREÇO ATUALIZADO: AVENIDA MIGUEL DAMHA, 3001 QG LT 3 RES. MARCIA SAO JOSE DO RIO PRETO-SP
R CILA, 3536 - AP 97 T 4 / VILA IMPERIAL / CEP 15015-800 / SP - SAO JOSE DO RIO PRETO
R CILA, 3536 - AP 949 AT 4 / VILA IMPERIAL / CEP 15015-800 / SP - SAO JOSE DO RIO PRETO
R VIEIRA DE MOURA, 57 / VILA MARIANA / CEP 04117-150 / SP - SAO PAULO
R MONTEIRO LOBATO, 450 - CS / PARQUE RESIDENCIAL ROMANO CALIL / CEP 15076-080 / SP - SAO JOSE DO RIO PRETO
R DA PAZ, 1478 - SALA 15 / SANTA FE / CEP 79021-220 / MS - CAMPO GRANDE
Telefones:
(17) 99744-2701
(12) 3949-3075
(61) 3244-7086
(67) 3028-4615
(67) 3213-0798
(67) 3304-9131

domingo, 17 de novembro de 2013

#Anonymous vaza dados da apresentadora de TV que postou foto com leão morto!


Melissa Bachman, que se auto-intitula como uma "caçadora hardcore", vem causando polêmica com algumas fotos postadas no Facebook e no Twitter. Recentemente, a apresentadora do programa Winchester's Deadly Passion, do canal Pursuit Channel, foi duramente criticada por publicar fotos de animais mortos durante suas caçadas, incluindo leões, zebras e antílopes.

Leia mais aqui.